History
O unico legado que deixamos quando vamos embora
domingo, 9 de dezembro de 2012
Portugal
Durante a Segunda Grande Guerra, Portugal estava sob um regime político quase fascista (Estado Novo)
e que, embora se declarasse neutro, era um país que vendia os seus
produtos aos países que pagavam mais, fossem aliados, neutros ou do
eixo. O Estado Português, em Março de 1939, assina um tratado de amizade e não agressão com a Espanha nacionalista, representada pela Junta de Burgos e pelo Nuevo Estado dirigido por Franco, recusando o convite do embaixador italiano, em Abril do mesmo ano, para aderir ao Pacto Anti-Komintern, aliança da Alemanha, Itália e Japão contra a ameaça comunista.
Em Agosto de 1939, a Grã-Bretanha assina um acordo de cooperação militar com Portugal,
aceitando apoiar directamente o esforço de rearmamento e modernização
das forças armadas portuguesas. Todavia, o acordo só começará a ser
cumprido a partir de Setembro de 1943. No dia 29 de Junho de 1940, Espanha e Portugal
assinam um protocolo adicional ao Tratado de Amizade e Não Agressão.
Embora se tenha declarado como um país neutro, Portugal assina um Acordo
Luso-Britânico, em Agosto de 1943, que concede ao Reino Unido instalações militares nos Açores, que será divulgado em 12 de Outubro
seguinte. Embora, tal como já foi referido, Portugal fosse para todos
os efeitos um país neutro no panorama da Segunda Guerra Mundial,
exportava uma série de produtos para os países em conflito, como açúcar,
tabaco e mesmo volfrâmio (tungstênio), produto cuja exportação é suspensa apenas em 1944, datando deste mesmo ano o acordo de concessão de instalações militares nos Açores com os Estados Unidos. Com o final da guerra, o governo de Salazar decreta luto oficial de três dias pela morte de Hitler aquando da sua morte, em 1945.
Brasil
Embora estivesse sendo comandado por um regime ditatorial simpático ao modelo fascista (o Estado Novo getulista), o Brasil acabou participando da Guerra junto aos Aliados. Em fevereiro de 1942, submarinos alemães e italianos iniciaram o torpedeamento de embarcações brasileiras no oceano Atlântico em represália à adesão do Brasil aos compromissos da Carta do Atlântico
(que previa o alinhamento automático com qualquer nação do continente
americano que fosse atacada por uma potência extra-continental), o que
tornava sua neutralidade apenas teórica.
Devido à pressão popular, após meses de torpedeamento de navios mercantes brasileiros, finalmente o Brasil declarou guerra à Alemanha nazista e à Itália fascista, em agosto de 1942.
Sendo na época, um país com uma população majoritariamente analfabeta,
vivendo no campo, com uma economia com foco principal voltado para
exportação de commodities,
uma política internacional tradicionalmente isolacionista com eventuais
alinhamentos automáticos contra "perturbadores da ordem e do comércio
internacionais", sem uma infra-estrutura industrial-médico-educacional
que pudesse servir de sustentação material e humana ao esforço de guerra
que aquele conflito exigia,
o Brasil não apenas se viu impedido de seguir uma linha de ação
autônoma no conflito como encontrou dificuldades em assumir mesmo um
modesto papel. A Força Expedicionária Brasileira,
por exemplo, teve sua formação inicialmente protelada por um ano após a
declaração de guerra. Por fim, seu envio para a frente de batalha foi
iniciado somente em julho de 1944,
quase 2 anos após a declaração. Tendo sido enviados cerca de 25 000
homens, de um total inicial previsto de 100 000. Mesmo com problemas na
preparação e no envio, já na Itália, treinada e equipada pelos americanos, a FEB cumpriu as principais missões que lhe foram atribuídas pelo comando aliado.
O historiador Frank McCann, afirma que o Brasil foi convidado a fazer parte da ocupação da Áustria.Porém o Presidente Vargas optou por desmobilizar a Expedição enquanto
esta ainda estava na Itália. Antes do ano de 1945 terminar, os soldados
já estavam voltando para casa
Herança humana
Herança humana
A herança de destruição deixada pela Segunda Guerra Mundial foi
assombrosa. Além das mortes causadas, direta ou indiretamente (fome e
doenças), pelo conflito, dezenas de cidades foram arrasadas, inúmeras
florestas desapareceram, e milhares de hectares de terras cultiváveis
foram transformados em desertos, em proporções nunca vistas desde a Guerra dos Trinta Anos.
Mas o pior foi a devastação causada ao comportamento humano.
Violência bárbara e desrespeito generalizado aos mais elementares
direitos humanos - sobretudo o direito à vida -, disseminaram-se numa
escala bem maior do que se viu durante e depois da Primeira Guerra
Mundial, e cujos exemplos mais gritantes foram os Holocaustos nazistas, o
Massacre de Nanquim e as bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki.
Recursos materiais volumosos, capazes de alimentar, vestir e educar
milhões de seres humanos, que vivem na linha da pobreza (ou abaixo
dela), foram desperdiçados para fins puramente destrutivos.
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