Durante a Segunda Grande Guerra, Portugal estava sob um regime político quase fascista (Estado Novo)
e que, embora se declarasse neutro, era um país que vendia os seus
produtos aos países que pagavam mais, fossem aliados, neutros ou do
eixo. O Estado Português, em Março de 1939, assina um tratado de amizade e não agressão com a Espanha nacionalista, representada pela Junta de Burgos e pelo Nuevo Estado dirigido por Franco, recusando o convite do embaixador italiano, em Abril do mesmo ano, para aderir ao Pacto Anti-Komintern, aliança da Alemanha, Itália e Japão contra a ameaça comunista.
Em Agosto de 1939, a Grã-Bretanha assina um acordo de cooperação militar com Portugal,
aceitando apoiar directamente o esforço de rearmamento e modernização
das forças armadas portuguesas. Todavia, o acordo só começará a ser
cumprido a partir de Setembro de 1943. No dia 29 de Junho de 1940, Espanha e Portugal
assinam um protocolo adicional ao Tratado de Amizade e Não Agressão.
Embora se tenha declarado como um país neutro, Portugal assina um Acordo
Luso-Britânico, em Agosto de 1943, que concede ao Reino Unido instalações militares nos Açores, que será divulgado em 12 de Outubro
seguinte. Embora, tal como já foi referido, Portugal fosse para todos
os efeitos um país neutro no panorama da Segunda Guerra Mundial,
exportava uma série de produtos para os países em conflito, como açúcar,
tabaco e mesmo volfrâmio (tungstênio), produto cuja exportação é suspensa apenas em 1944, datando deste mesmo ano o acordo de concessão de instalações militares nos Açores com os Estados Unidos. Com o final da guerra, o governo de Salazar decreta luto oficial de três dias pela morte de Hitler aquando da sua morte, em 1945.
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