Colapso do Eixo e vitória Aliada
Colapso do Eixo e
vitória Aliada
Apesar da evidente superioridade militar Aliada, as
tropas alemãs resistiram tenazmente, até porque Hitler alimentava a esperança
de que as contradições internas entre os aliados, especialmente a perspectiva
de ocupação da Europa Oriental pelos
soviéticos, levasse os anglo-americanos a firmarem uma paz em separado com a
Alemanha. Afinal, como ele disse aos seus generais: "Jamais houve, em
toda a história, uma coalizão composta por parceiros tão heterogêneos quanto
essa de nossos inimigos. Estados ultra-capitalistas de um lado e um estado
marxista do outro". Foi dentro desse objetivo estratégico de ganhar
tempo até que ocorresse a "reviravolta política", que Hitler ordenou,
em dezembro de 1944, uma inesperada investida na Bélgica - a contra-ofensiva
das Ardenas - cujo objetivo tático era tomar Liège e Antuérpia, para se apropriar dos enorme
depósitos de suprimentos dos aliados ocidentais, sobretudo petróleo, do qual a
Wehrmacht e a Luftwaffe já careciam seriamente. Apanhadas de surpresa, as
forças anglo-americanas sofreram pesadas baixas. Além disso, a infiltração de
soldados alemães, disfarçados de soldados americanos, em áreas controladas
pelos aliados, causou sérios transtornos, como mudança de caminhos de divisões
inteiras, mudanças de placas, implantações de minas e emboscadas. Estes
soldados alemães, os primeiros comandos, estavam sob a liderança do Oberst
Otto Skorzeny, que em 1943
libertara Mussolini de uma prisão na Itália. A situação se mostrou de
tal maneira confusa que o general Patton postou tropas negras guarnecendo
armazens e depósitos de combustível na região ordenando que atirassem em
qualquer tropa branca que se aproximasse sem autorização agendada via rádio por
seu quartel general. No entanto, passado o momento inicial, a ofensiva perdeu
força e tão logo o tempo melhorou a superioridade aérea aliada também se fez
presente no ataque constante às tropas alemãs no solo.
Em 1944, ocorreu o atentado de 20 de julho,
uma fracassada tentativa de assassinar Hitler. Executado por Claus von Stauffenberg,
este foi o último atentado da resistência alemã contra a
vida do führer.
Na Itália, contando com tropas experientes, como a 1ª divisão de
paraquedistas Hermann Goering e a 16ª
divisão SS, somada à vantagem do terreno montanhoso para as tropas defensoras e
ao desinteresse do alto comando aliado que após a queda de Roma e a invasão da
Normandia, passou a considerar o front italiano secundário, o general alemão Kesselring não encontrou maiores dificuldades em manter lento
e penoso o avanço das tropas aliadas (das quais fazia parte uma divisão brasileira)
ao longo da península. Somente em 2 de maio de 1945
a rendição das forças alemãs que lá combatiam foi oficializada.
Antes mesmo de findar a guerra, as grandes
potências firmaram acordos sobre seu encerramento. O primeiro dos acordos foi a
Conferência de Teerã, na
Pérsia, em 1943. Aproveitando-se da oportunidade, os alemães planejaram a
malograda operação Long Jump, que
tinha como objetivo sequestrar (ou assassinar) os líderes aliados reunidos em Teerã. Em janeiro de 1945,
Winston Churchill, Franklin D. Roosevelt e Josef Stalin reúnem-se novamente em Ialta,
Ucrânia, já sabendo da inevitabilidade da derrota alemã, para
decidir sobre o futuro da Europa pós-guerra. Nesta conferência definiu-se a
partilha da Europa, cabendo à União Soviética o predomínio sobre a Europa
Oriental, enquanto as potências capitalistas prevaleceriam na Europa Ocidental.
Acertou-se também a criação da Organização das Nações Unidas (ONU),
a participação da URSS na guerra contra o Japão e a divisão da Coreia em bases
diferentes das da Liga das Nações.
Definiu-se, ademais, a partilha mundial, cabendo a incorporação dos territórios
alemães a leste e a participação da URSS na rendição do Japão, com a divisão da
Coreia em áreas de influência soviética e norte-americana. Lançavam-se assim as
bases para a Guerra Fria.
Enquanto isso, o avanço das tropas aliadas e
soviéticas chegava ao território alemão. O avanço dos dois exércitos já havia
sido previamente combinado, ficando a tomada de Berlim
a cargo do Exército Vermelho. Esta decisão foi encarada com apreensão pela
população, pois era conhecido o rasto de pilhagens, execuções e violações que
os soldados soviéticos deixavam atrás de si, em grande parte como retaliação
pela mortes causadas pelos soldados alemães na União Soviética. Em 30 de abril de 1945, Adolf Hitler suicidou-se
quando as tropas soviéticas estavam a exatamente dois quarteirões do führerbunker. Em 7 de maio o seu sucessor, o almirante Karl Dönitz, assina a capitulação alemã.
No Pacífico, as forças estadunidenses acompanhadas
por forças da Comunidade das
Filipinas avançam nas Filipinas, tomando Leyte até o final de abril de 1945. Eles desembarcam em
Luzon em janeiro de 1945 e ocupam Manila em março,
deixando-a em ruínas. Combates continuaram em Luzon,
Mindanao e em outras ilhas das Filipinas até o final da
guerra.
Em maio de
1945, tropas australianas aterraram em
Bornéu. Forças britânicos, estadunidenses e chinesas derrotaram os japoneses no norte da Birmânia, em março, e os britânicos chegam a Yangon
em 3 de maio. Forças estadunidenses também chegam ao Japão, tomando Iwo Jima em março e Okinawa até o final de junho. Bombardeiros estadunidenses
destroem as cidades japonesas e submarinos bloqueiam as importações do país.
Em 11 de
julho, os líderes Aliados se reuniram em Potsdam, na Alemanha.
Lá eles confirmam acordos anteriores sobre a Alemanha e reiteram a exigência de
rendição incondicional de todas as forças japonesas, especificamente afirmando
que "a alternativa para o Japão é a rápida e total destruição."
Durante esta conferência, o Reino Unido realizou a sua eleição geral,
e Clement Attlee substituí Churchill como primeiro-ministroComo o Japão continuou a ignorar os termos de Potsdam, os
Estados Unidos lançam bombas
atômicas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki em agosto. Entre as duas bombas,
os soviéticos, em conformidade com o acordo de Yalta, invadem a Manchúria, dominada
pelos japoneses, e rapidamente derrotam o Exército de Guangdong, que
era a principal força de combate japonesa. O Exército Vermelho também
captura a ilha Sacalina e as ilhas Curilas. Em 15 de agosto de 1945 o Japão se rende, com os documentos de rendição
finalmente assinados a bordo do convés do navio de guerra americano USS Missouri em 2 de setembro de 1945, pondo fim à guerra
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