A Alemanha e a Itália deram apoio à insurreição nacionalista liderada
pelo general Francisco Franco na Espanha. A União Soviética apoiou o
governo existente, a República Espanhola,
que apresentou tendências esquerdistas. Ambos os lados usaram a guerra
como uma oportunidade para testar armas e táticas melhores. O Bombardeio
de Guernica,
uma cidade de 5000-7000 habitantes, foi considerado um ataque terrível,
na época, e usado como uma propaganda amplamente difundida no Ocidente,
levando a acusações de "atentado terrorista" e de que 1.654 pessoas
tinham morrido no ataque.
Na realidade, o ataque foi uma operação tática contra uma cidade com
importantes comunicações militares próximas à linha de frente e as
estimativas modernas não rendem mais de 300-400 mortos no fim do ataque.
Invasão japonesa da China
A guerra sino-japonesa divide-se em dois grandes períodos: o primeiro
deles, denominado de período crítico, teve seu início em julho de 1937
quando os nipônicos lançam sua ofensiva-relâmpago sobre as províncias do
Norte e Leste (Hopei, Shantung, Shanxi, Chamar e Suyan) com o objetivo
de separá-las da China, seguindo os ditames do "Memorial Tanaka". Numa
audaciosa operação de desembarque, ocuparam mais ao sul Cantão, uns anos
depois Hong Kong (que era colônia inglesa) e partes de Macau,
nomeadamente Lapa, Dom João e Montanha. Os invasores tiveram seu caminho
facilitado por encontrarem pela frente uma China
politicamente desorganizada, onde a rivalidade militar entre
nacionalistas e comunistas havia sido suspensa a contra gosto, vendo-se
ainda subdividida em várias "autoridades locais", que se mostraram
relutantes em oferecer-lhes uma resistência efetiva e coerente.
Mesmo assim Chiang Kai-shek e Mao Tse-tung assinam um acordo em 22 de setembro de 1937, pelo qual os comunistas
abandonam seu projeto de um governo revolucionário e passavam a
designar sua área de domínio como Governo Autônomo da Região
Fronteiriça, enquanto o Exército Vermelho mudou seu nome para ser o
Exército Revolucionário Nacional, renunciando a insurgir-se contra o
governo de Chiang Kai-shek que, pelo seu lado, comprometeu-se a suspender as operações anticomunistas.
A estratégia japonesa baseava-se em sua mobilidade, fruto do
desenvolvimento industrial do país. A ofensiva-relâmpago deles
rapidamente ocupou Pequim em 8 de agosto de 1937, em seguida capitularam
Tientsin e Shangai.
Depois de quebrarem a encarniçada resistência das tropas chinesas, que
lhes resistiram por três meses numa batalha nas ruas de Shangai, os
japoneses marcharam para dentro do continente e, logo depois, em 13 de
dezembro de 1937 entram em Nanquim.
Nanquim era a antiga capital imperial, e também ex-sede do governo
nacionalista de Chiang Kai-shek. Os soldados japoneses sob o comando do
general Iwane Matsui realizaram a partir de dezembro de 1937
a invasão de Nanquim, onde a população foi submetida à mais extrema
barbaridade. Um ano depois de terem tomado a ofensiva, os nipônicos
controlam amplas margens do mar da China,
ocupando uma boa parte da costa, na tentativa de isolar o país de
qualquer auxílio ocidental. Apesar das simpatias americanas e britânicas
se inclinarem para os chineses, devido à rivalidade colonial que tinham
com os nipônicos pela hegemonia sobre a Ásia, nada de prático foi feito
para ajudá-los.
Este período de seguidos triunfos japoneses chegou ao seu clímax com a
invasão de outras partes da Ásia pelo Exército e pela Marinha Imperial
(Indochina, Indonésia, Malásia, Filipinas e Birmânia), seguida da
desastrosa decisão do Micado de estender a guerra aos Estados Unidos.
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